Advogado sem vocação, seu primeiro emprego foi o de promotor público na cidade de Areias. Depois, teve sua experiência como fazendeiro, quando suas inovações agropecuárias demonstraram-se desastrosas; no entanto, “enquanto o fazendeiro se enterra, o escritor se levanta”, diz seu biógrafo Edgard Ca­va­lheiro, porque os melhores “frutos da fazenda” foram os livretos “Jeca Tatu” (1919) e “Urupês” (1918).


Esses coincidiram com a greve geral de 1917/18, e com a onda de rei­vindicações operárias que se alastrou por todo o país até os anos 1920, e expressavam literariamente os novos anseios populares. No pe­queno volume de “Jeca Tatu” havia uma joia rara se revelava no propósito do autor de que o conto infantil fosse “um instrumento claro de luta contra o atraso cultural de nosso país, contra a miséria e o conservantismo corrupto e corruptor”. “U­rupês”, por seu lado, “era um brado de revolta que não se ouvia desde ‘Os Sertões’, de Euclides da Cu­nha”, no entender de Astrojildo Pereira.

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